"Leiria, 26 de Fevereiro de 1934
Como é triste ver caírem para a jarra as minhas mais belas ilusões!
Eu fazia do casamento uma ideia tão diferente do que me dizem ser na realidade!
Julgava que o casamento fosse (talvez com um pouco de romantismo) a união absoluta de duas almas, que a êsse acto tão solene só fôssem levadas por uma grande afeição mútua, que houvesse a maior franqueza entre marido e mulher e que, acima de tudo, fôssem muito fiéis um ao outro. Embora no resto da vida se não amassem como nos primeiros tempos, os unisse sempre uma grande afeição.
Afinal dizem que é tudo ao contrário. A maior parte dos casamentos fazem-se pro ambição, cada um pensa em si e faz o que lhe aprover. [Conhecimento?] moral um do outro não existe, nem se preocupam com isso. Desentendem-se? Divorciam-se...
É triste... Se eu não encontrar um homem diferente da maior parte dêles, estou convencida que me não caso."
Como é triste ver caírem para a jarra as minhas mais belas ilusões!
Eu fazia do casamento uma ideia tão diferente do que me dizem ser na realidade!
Julgava que o casamento fosse (talvez com um pouco de romantismo) a união absoluta de duas almas, que a êsse acto tão solene só fôssem levadas por uma grande afeição mútua, que houvesse a maior franqueza entre marido e mulher e que, acima de tudo, fôssem muito fiéis um ao outro. Embora no resto da vida se não amassem como nos primeiros tempos, os unisse sempre uma grande afeição.
Afinal dizem que é tudo ao contrário. A maior parte dos casamentos fazem-se pro ambição, cada um pensa em si e faz o que lhe aprover. [Conhecimento?] moral um do outro não existe, nem se preocupam com isso. Desentendem-se? Divorciam-se...
É triste... Se eu não encontrar um homem diferente da maior parte dêles, estou convencida que me não caso."
M.J.




