sexta-feira, julho 09, 2010

Os Jovens Russos falam de problemas eternos: a catástrofe.

A catástrofe de amor está talvez próxima daquilo a que se chamou, no campo psicológico, uma situação extrema, que é "uma situação vivida pelo sujeito como devendo irremediavelmente destruí-lo"; a imagem foi retirada do que se passou em Dachau.Não será indecente comparar a situação de um sujeito que sofre de amor com a de um preso no campo de concentraçaõ de Dauchau? Será possível encontrar-se uma das injúrias mais inimagináveis da História num incidente fútil, infantil, sofisticado, obscuro, ocorrido como um sujeito confortável que é apenas uma vítima do seu Imaginário? Estas duas situações têm, no entanto, isto em comum: são, literalmente, pânicos: são situações sem continuação, sem regresso: projectei-me no outro com uma força tal que, com a sua falta, já não posso deter-me, recuperar-me: estou perdido para sempre.



Em "Fragmentos de um discurso amoroso" de Roland Barthes.

segunda-feira, junho 14, 2010

Os Jovens Russos falam de problemas eternos: o Amor.

Andas sempre com um neon atrás a ti a piscar, dizendo "NO PANIC".
Encontras dois jovens russos.
Um trás em cima a saída de emergência.
O outro um sinal de perigo.
Qual é que escolhes?

terça-feira, junho 01, 2010

Os Jovens Russos falam de problemas eternos: o Amor.*

Os Jovens Russos reuniram-se para falar de amor. Mas um deles não apareceu. Eles ficaram furiosos e acusaram-no de este não os amar. Cortaram relações com ele, até o tiraram do Facebook!
Mais tarde, vieram a saber que aquele Jovem Russo tinha imigrado para Budapeste para aprender húngaro, pois esta, segundo ele, era a única maneira que ele tinha de se tornar poeta.Assim o fez. Escreveu o seu primeiro poema, sobre uma andorinha. Era dedicado aos outros Jovens Russos. Estes , é claro, nunca ouviram o malfadado poema.
Dizem os rumores que o poema da andorinha continua dobrado, dentro do bolso de um casaco que está à venda na Outra Face da Lua.

* dedicado a Chico Buarque.

quarta-feira, maio 26, 2010

Sonja Khalecallon aka Cibelle




Neste disco, criou uma espécie de caos na Terra. Vivemos todos noutro planeta e poucos regressam. Pode explicar um pouco mais esta história?

Quem quisesse voltar, podia. O problema é que só estava aberto um boteco, um barzinho (risos). Todo o mundo foi dar um rolê, para outro lugar. Mas o som do disco é o de um boteco no fim do Mundo. Sabe aquele das 04h00 com o pessoal que sobra?


Como é que aparece o universo do cabaret "Las Vênus Resort Palace Hotel"?

Vem de estar de saco cheio de coisas calculadas, sérias demais. Precisava de dar uma extravasada. E queria divertir-me, sabe? Apaixonei-me pelo erro, pelo caos, pelo feio.

Entrevista ao Jornal Metro, no dia em que abre o concerto dos Grizzly Bear, no Coliseu de Lisboa

quarta-feira, abril 28, 2010

A nossa geração, não a mesma que a dele (1970)

"Vai minha geração, ergue a cabeça e solta os teus filhos no esplendor do lixo e do descuido,
Deixa-te ir enquanto o sabor acre da desistência vai corroendo a doçura da sua infância.
Vai minha geração, reage, diz que não é nada assim,
Que é um lamentável engano, erro tipográfico, estatística imprecisa, puro preconceito,
Que o teu único defeito é ter demasiadas qualidades e tropeçar nelas.

Vai minha geração, explica bem alto a toda a gente
Que és por demais inteligente, para sujar as mãos neste velho processo, triste traste de Deus.
De fingir que o nosso destino é ser um bocadinho melhor do que antes.
Vai minha geração, nasceste cansada, mimada, doente, por tudo e por nada, com medo de ser inventada
O que é que te falta, agora que não te falta nada?

J.P. Simões, 1970 (Retrato)

segunda-feira, abril 26, 2010

Jim Morrison (Quarto Acto)


Between childhood, boyhood,
adolescence
& manhood (maturity) there
should be sharp lines drawn w/
Tests, deaths, feats, rites

stories, songs, & judgements

quarta-feira, março 31, 2010

Lady Gaga is so Segundo e Terceiro Acto




Os Jovens Russos falam de Problemas Eternos, Terceiro Acto

em Outubro num Palácio ou Armazém abandonado perto de si.